Temporada 1
- PRIMEIRO ARCO | 25 - 02 - 2024:
O início do ano acadêmico foi marcado por todo luxo característico da capital, alunos antigos e novos foram recebidos pelos brilhos de cores em um baile do sonhos, bebidas, jogos e músicas variadas os envolveram em um transe quebrado apenas pelo soar alarmante de uma invasão nas horas mais avançadas de sua festividade. Os pais que compareceram à recepção do lado de fora pareciam ser o alvo, pelo que os jovens ouviram dos instrutores que tomaram frente em sua proteção, mas felizmente naquela noite ninguém foi ferido.
Apesar do primeiro ataque, no dia seguinte as aulas já começaram a todo vapor como se nada tivesse acontecido, esperado, é claro, pois as montanhas de dinheiro envolvidas em uma simples matrícula certamente eram mais valiosas que alguns dos calouros assustados demais pelo ataque sem sucesso. Foram obrigados a se adaptar imediatamente, interagir com membros de suas casas, planejar para o futuro, formar laços, se esquecer do mundo do lado de fora e focar na academia. Assim, dias lentamente se tornaram semanas, e semanas se fecharam em um mês, e poucos dias depois uma primeira missão foi programada.
A missão era simples e pública: que encontrassem um rato bomba solto no maior shopping da capital. Poderiam fazer de tudo, mas com apenas uma restrição: não causarem pânico. Os grupos recém formados e desacostumados à atividade tentaram diversas formas de alcançar o objetivo oferecido pelo professor Yohan, muitas delas certamente desajeitadas e responsáveis por trazerem diversos escândalos a seus nomes — pessoas públicas que eram —, tudo valeria a pena no fim, é claro, foi o que todos imaginaram até que o fim realmente chegasse e os presenteasse com nada além de um grande fracasso.
Duas semanas se passaram e a vergonha dos membros do 'fiasco do rato explosivo' não foi curada com o tempo, menos ainda capaz de reduzir as piadas e seus nomes em revistas de fofocas; mas é claro, nada poderia ser tão ruim quanto a detenção que os esperou no fim do caminho, ou, como foi chamado pelo professor responsável, apenas 'uma aula especial'. O que foi dito alí poderia ter sido o suficiente para finalizar o assunto de forma limpa e seguir em frente, com novas experiências.
Mas um grande desastre recaiu sobre o corpo acadêmico e a sociedade imperial.
Naquela mesma tarde, gritos puderam ser ouvidos do lado de fora, jovens, intermináveis e presos, um ataque daemon havia sido iniciado na academia. As memórias das horas passadas do paraíso que para muitos se tornou um inferno, não estavam sequer perto do que de fato ocorreu, mas os traumas, a destruição e as mortes, certamente transmitiam a gravidade da tragédia. Por dois meses a academia se fechou, em uma reforma, uma investigação, uma reconstrução, o que quer que fosse, mas certamente não por tempo suficiente para curar as cicatrizes dos sobreviventes — vários dos quais foram obrigados por seus responsáveis a retornar.
Por mais trágico que fosse, com as casualidades, diversas vagas novas foram abertas e avidamente ocupadas por novos alunos que agora começavam seu trajeto alí. Eles foram recebidos, apesar do ar pesado no ambiente, e incentivados a se integrar. Eventos programados, aulas, atividades, extracurriculares, nada de fato permitia que parassem para lembrar ou perceber o que acontecia a seu redor; mudanças importantes.
Eles não tinham conhecimento ou sequer poder o suficiente para saber da grande batalha judicial e politica correndo por baixo dos panos. Uma batalha que envolvia não apenas seu bem estar, mas em uma instância um pouco mais longa, o próprio futuro do império. Acusações sobre o dia do ataque rolavam na corte do ministério da justiça, alguns envolviam a demora na intervenção do exército, tentativas de assassinato a membros da família imperial, e corrupção parlamentar envolvendo a segurança de alunos em um jogo político.
Pais se revoltaram, clãs faziam suas jogadas, laços eram formados e quebrados. Nada estava perto do fim, mas certamente do inicio de algo maior do que qualquer um ali.
A mudança na superfície se resumiu inicialmente a um detalhe que passou despercebido para vários, o uniforme dos novos seguranças da academia, seguranças que eventualmente descobriram serem membros da antiga guarda imperial. Tudo foi oficializado em uma missão conjunta, ministrada pelo chefa da guarda, Ambrose Leviathan; dia em que os jovens foram capazes de ter sua primeira vitória e gosto de vingança, uma missão em que aprenderam e praticaram em primeira mão o extermínio de um daemon.
O antigo capítulo se finalizou com uma despedida, aos antigos alunos, a seus sonhos, e, para alguns, a seus medos também.
- SEGUNDO ARCO | 05 - 07 - 2024:
Com a chegada do inverno, o pálido uniforme da guarda imperial tornou-se usual entre os corredores. Essencialmente já acostumados, os estudantes começaram a ver pontos positivos na presença de soldados experientes em seu meio, como o fato de, além da segurança, eles também transmitirem um profissionalismo natural que os deixava mais tranquilos em viver seu dia-a-dia sem incômodos. Eventos especiais eram promovidos neste meio tempo, como festas, mas o mais chamativo foi definitivamente um workshop de armas — trabalho direto de Vin Mikhail, apresentada como imediata da guarda imperial — onde os jovens foram apresentados ao misterioso ‘minério estelar’, uma matéria prima monopolizada pela família imperial.
Tal minério era o único capaz de ser forjado em equipamentos que conduziam magia elemental, sendo, assim, essenciais em combates de alto nível, especialmente durante a guerra de unificação. Por sua periculosidade grandiosa, tiveram a fabricação paralisada pelos milênios pacíficos de Noreht, existindo somente como relíquias de guerra e tendo detalhes sobre sua fabricação particularmente guardadas por soldados como um segredo de estado. Seu uso eventualmente retornou, com o surgimento de daemons, e novas tecnologias foram secretamente desenvolvidas sob o nome das elites na guarda e exército imperiais; porém a 16 anos, com a queda da família Vega, a fabricação tornou-se impossibilitada, tornando tais armas novamente uma raridade — desta vez, necessária.
No evento eles foram apresentados à coleção de relíquias da própria academia e incentivados a usá-las a partir de então, pois estavam sendo oficialmente reconhecidos como parte vital na futura força contra os invasores que aterrorizaram a população. Assim, os treinamentos passam a ser avidamente buscados por aqueles que desejavam aprender a potencializar as armas junto ao próprio elemento, fazendo com que a maior parte dos estudantes se vissem voluntariamente afundados em exercícios nos dias que vieram a seguir.
A situação na academia tomou um rumo inesperado após o desaparecimento súbito dos soldados da guarda imperial, e sua ausência não passou despercebida. Com rumores de um possível golpe de estado ganhando força entre os estudantes mais criativos. Até mesmo a diretora Maat Hakin, conhecida por seu rigor e liderança, recebeu a notícia da retirada com um misto de surpresa e descontentamento, sendo, apesar disso, instruída a restringir a comunicação dos alunos com o mundo exterior pelo período de tempo necessário.
E, eventualmente, o retorno da guarda e a revelação dos motivos por trás de sua retirada trouxe um grande choque a toda a comunidade acadêmica: foram capazes de identificar e rastrear, pela primeira vez na história, traços de um daemon. Mas não qualquer daemon, e sim o responsável pelo ataque que havia recaído e assassinado alunos na própria academia. Sua trilha, no entanto, levava a um local tão inesperado quanto o que viria a seguir: o prédio do Ministério da Justiça. Apesar de todos os receios que pudessem carregar por esse motivo, a preparação de uma operação de captura ao Daemon foi iniciada, não apenas por soldados da própria guarda imperial, mas também com um teste prático e convocação de alguns alunos, por solicitação da própria Academia.
Os dias de organização foram extensos, adiados também pela morte de um membro importante da alta sociedade, mas eventualmente chegaram ao fim com a operação de busca no grandioso prédio. Sob o disfarce de uma denúncia de ataque terrorista, a equipe de elite foi capaz de evacuar todos os andares ativos até aquele momento e subir até o último, onde se encontravam não apenas os traços mais fortes de invasão, mas também os indivíduos mais poderosos presentes no local: Fernand Bellaire e Selenia Sekka, juízes da suprema corte e conselheiros particulares da atual ministra da justiça.
Aprisionados por um tratado de confidencialidade e a própria absurdez da situação, os estudantes presentes foram completamente calados quanto ao que assistiram acontecer naquele mesmo dia, mas era impossível esconder seu assombro ao voltar. Isto vinha não apenas de sua essencial falha na parte do plano ao qual foram confiados realizar, mas também a quebra de realidade inexplicável que presenciaram. Pois daemons aos olhos de todos sempre foram monstros, criaturas irracionais e inerentemente ruins. Eram assassinos, incapazes de qualquer forma de comunicação ou racionalidade, e nunca, jamais, similares a um fae.
Naquela tarde, porém, Selenia Sekka — não apenas um prodígio mas também única sucessora da ministra da justiça — desconstruiu o que se soube em décadas de investigação apenas ao existir, revelando-se um daemon. Aquele, responsável pelo ataque.
- TERCEIRO ARCO | 31 - 08 - 2024:
EM ANDAMENTO...
