UMBROS

- DOMÍNIO: escuridão
- SÍMBOLO: corvo
- INSTRUMENTO: guqin
- CULTO RELACIONADO: morte; família; esperança.
- RAÇAS RELACIONADAS: vampira e darkin
- PARCEIRA: Lua
- FILHOS: Estrelas
- LENDA:
Nos primórdios do universo, quando o mundo recém criado ainda se firmava e as estrelas despontavam timidamente no céu, Umbros, o deus da escuridão, contemplava a criação com uma sensibilidade única. Enquanto os outros deuses se ocupavam com sua vida em Seraphia, ele mergulhava nas sombras do do continente, onde as almas perdidas vagavam sem rumo, pois possuía uma empatia incomparável, capaz de sentir o peso da solidão e do desespero que envolviam aqueles tomados pela morte.
No entanto, apesar de sua compaixão, ele se via impotente diante do destino cruel que as aguardava.
Foi durante uma dessas jornadas pelas sombras que Umbros encontrou conforto na luz da lua. A suave luminosidade prateada que banhava a escuridão parecia tocar as almas mais obscuras, oferecendo-lhes um breve momento de paz. E, à medida que as noites passavam, se via cada vez mais fascinado pelo astro. Não apenas por sua beleza radiante, mas também pela esperança que ela representava para as almas perdidas.
Assim, nasceu uma paixão profunda e eterna entre o deus da escuridão e a divindade lunar, transformada em deusa pelo amor celestial. Juntos, desfrutaram de momentos de felicidade eterna, amantes embalados pelo brilho suave da noite. E no entanto, mesmo em sua plenitude, eles sentiam que algo faltava, ou melhor, eram incapazes de ignorar o sofrimento que assistiam.
Foi então que decidiram unir seus poderes para uma causa nobre: transformar o destino das almas perdidas. Todas as noites, guiadas pela luz da lua, almas boas passaram a deixar o mundo terreno e seguir até o céu, onde se transformavam em estrelas.
Filhas tocadas pelo amor dos deuses.
Essa união divina não apenas trouxe conforto às almas aflitas, mas também trouxe renovação ao próprio universo. As estrelas brilhantes que mapeavam o firmamento eram agora um lembrete eterno de que mesmo na mais profunda escuridão, há sempre uma luz de esperança a guiar o caminho.
- LEGADOS NA CULTURA ATUAL:
— A crença de que os entes queridos que partiram são elevados aos céus para se tornarem estrelas é profundamente enraizada na sociedade. Quando alguém morre e é considerado bom, sua alma é enviada aos céus para brilhar como uma estrela. Por outro lado, aqueles considerados maus são relegados ao abismo ou condenados a vagar pela terra. Esta crença inspirou a criação do Festival das Lanternas, uma celebração anual onde as pessoas honram seus entes queridos falecidos. Durante o festival, lanternas de papel são lançadas aos céus, cada uma contendo mensagens e lembranças para aqueles que se foram.
— A lua é reverenciada como uma entidade sagrada, mesmo entre raças que não têm uma relação direta com ela em sua mitologia. Sua luz prateada é vista como um farol de consolo para os vivos, e muitos acreditam que seus entes queridos falecidos residirão entre as estrelas após serem iluminados pela luz da lua. Para garantir esse processo, velórios ocorrem apenas durante a noite.
— Há relatos de indivíduos dotados da capacidade de se comunicar com as estrelas, o primeiro deles foi Sirius Vega, fundador do império. Eles são procurados por aqueles que desejam se conectar com seus entes queridos falecidos, buscando consolo e orientação através das mensagens transmitidas pelas estrelas.
— Astrologia têm um lugar de destaque na sociedade, eles estudam os movimentos celestes. Suas descobertas são valorizadas como meios de se compreender o destino das almas após a morte e o mapa astral de cada fae representa os antepassados que os protegerão e afetarão nesta vida.
